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terça-feira, 28 de julho de 2009

Querida amiga,
Acabei de ler a respeito desse comentário maldoso. Estou um pouco afastada do blog, porque estava com muito trabalho...Queria também esclarecer, que aqui reunimos textos de outros lugares que achamos interessantes, como também escrevemos nossos próprios textos. Não precisamos provar nada á ninguém. Se copiamos algo na íntegra é porque fez parte de um critério nosso, previamente julgado e, como vc mesma esclareceu: CITAMOS A FONTE!!
A intenção aqui é de compartilhar informações, falar sobre cultura, transcrever o que for importante e, se necessário utilizarmos devidamente textos que possam enriquecer o trabalho.
Conforme elucidado é uma pesquisaa despretensiosa, salpicamos saberes de vários lugares que será de grande valia para àqueles que se interessam em aprender, em crescer e em compartilhar cultura. Nós louvamos toda e qualquer manifestação cultural e continuaremos com o nosso trabalho, seja citando textos interessantes (com suas devidas fontes) seja escrevendo os nossos....e viva a cultura e a democracia!!!
Vamos em frente, amiga!
Amanhã posto novidades....
Beijos!!!

domingo, 26 de julho de 2009

Nota de esclarecimento

Nós, aqui do Papos Culturais, temos um objetivo único e particular de falar um pouquinho sobre a Cultura Popular, divulgar num só lugar curiosidades, pensamentos, histórias pitorescas desse nosso Brasil. Sempre que colocamos cópias de sites, é mencionado ao final, como fonte de pesquisa.
O mais interessante é que algumas pessoas sem um pingo de discernimento fazem comentários maldosos, levianos sobre o fato de simplismente ter havido uma cópia do site, por minha parte, Kátia.

Gostaria de ressaltar que o objetivo sincero, honesto e idealista meu e de Michele, não pode ser desmerecido pelo fato de ter sido feito a cópia. Eu e Michele somos pesquisadoras e fazemos consultas periódicas no site Sua Pesquisa e o considero muito bom, objetivo, consciso e informativo.
A intenção original era pura e idealista, como considero e sempre considerei desde que criamos o Papos Culturais. A intenção é de informar, seja de que maneira for, com cópias, pensamentos, textos nossos, enfim, falar sobre esse país.

Agradeço ao Anônimo que me sinalizou, mas gostaria de pedir-lhe que, antes de ser preocupar ou denunciar, entre em contato... não custa nada, é mais digno, bacana e, ao invés de se tornar um bom colaborador e amigo, preferiu ir pelo caminho mais tortuoso. Deve estar faltando Deus no seu coração.

Isso é uma pena...

Kátia

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Desabafo a um grande amigo sobre a decisão do STF

Querido amigo,
Resolvi escrever estas linhas em resposta ao seu pedido e, de certa forma, achei melhor que esta fosse como uma carta a um amigo. Amigo que conheci no primeiro período de uma faculdade, onde estávamos todos cheios de sonhos e ávidos para adquirir os conhecimentos necessários para sermos jornalistas. Foram anos se dedicando, estudando, procurando a melhor forma de informar e acima de tudo, de fazê-la com ética.
Acredito que a minha alegria no recebimento do tão sonhado ‘canudo’ tenha sido equiparada a de todos os meus colegas. É a conclusão de mais uma etapa de vida, o fim de um curso superior e o inicio de uma vida profissional. Ao saber que o Supremo Tribunal Federal considerou, com oito votos a um, incompatível a exigência da graduação de jornalismo, para o exercício da profissão, além da minha indignação, me lembrei do campus da minha faculdade. Imagino o que não deve estar passando na cabeça daqueles alunos, de primeiro período de jornalismo, que ingressaram ali na busca de seus sonhos.
Vivemos um clima de total subversão dos valores éticos. Realmente incomoda que existam profissionais que possam tratar da informação de forma criteriosa e ainda mais, que estes possam investigar e falar o que não poderia ser dito. A imprensa já foi calada na ditadura e agora querem desqualificar a nossa profissão. É dever sim do poder público verificar se um ensino superior, seja ele de qualquer área, habilite de forma correta os seus profissionais e cobre além desta conduta, valores éticos para o cumprimento de sua profissão, seja ela qual for.
A obrigatoriedade do diploma não fere a liberdade de expressão como alegou o Ministro Gilmar Mendes. É claro, que todos têm o direito de falar o que pensam, mas é óbvio que um profissional qualificado para tal irá fazê-lo de maneira correta. Dessa forma, qualquer um pode passar anos estudando sobre uma profissão, pela qual se identifique e em um determinado momento achar que realmente está qualificado para exercê-la.
Estamos assistindo a um retrocesso a uma profissão que lutou por anos pelo seu reconhecimento. Uns alegam que existem profissionais de outras áreas exercendo o jornalismo com o mesmo talento dos que têm o diploma. Não discordo, mas isto não é regra! Imagina se agora vários talentosos resolverem exercer outras profissões também.
Este é o país onde a exceção vira regra para que interesses maiores sejam alcançados, mesmo que para isso precise se tomar uma medida tão vergonhosa com esta. Eu não sei se consegui responder ao que me pediu amigo, mas, francamente, ainda me orgulho de ser jornalista, mesmo que existam tantos esforços para que este sentimento vá embora. Michele Rangel

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Festa Junina - Um pouco da História


História da Festa Junina e Tradições

Origem da festa junina, história, tradições, festejos, comidas típicas, quermesses, dança da quadrilha, influência francesa, portuguesa, espanhola e chinesa, as festas no Nordeste, dia de Santo Antônio, São João e São Pedro, as simpatias de casamento e crendices populares, músicas típicas da época, os balões

desenho festa junina

Origem da Festa Junina
Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas.

Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.

Tradições
As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam.

No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros.

Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse.

Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.

Fonte: Site Sua Pesquisa

domingo, 14 de junho de 2009

Capoeira - Dança, Luta e Resistência


A única arte marcial com música...

Raízes africanas

A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.

No Brasil

Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.

Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.

Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.

Três estilos da capoeira

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

Fonte: Site Sua Pesquisa

Existem muitas histórias interessantes sobre a Capoeira as quais pretendo brevemente discorrer melhor. Esse primeiro post, é só um apanhado geral, pois o tema é vasto e interessante. A música, o ritmo, e uma série de preceitos tão pitorescos que vale a pena escrever mais...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Leitor


Belo filme com uma excelente fotografia, belo roteiro. O Leitor não é apenas um filme com a temática nazista. Fala de amor, de um amor que sobrevive ao tempo, às angústias existenciais de cada um... resiste as diferenças. Vale a pena assistir.Kate Winslet simplesmente maravilhosa, mereceu o Oscar de melhor atriz por sua Hanna, dura, fria, misteriosa.

bjs
Kátia

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A minha busca por 'um lugar ao sol'neste mundo tão competitivo, como o área da comunicação, está me empenhando na busca de respostas ao desemprego. Crise?? Sim, é a palavra que mais escuto a cada nova entrevista. Contudo, neste caminho tenho me deparado com textos interessantes, que levantam aspectos que sempre questionei e devido a isso, postarei a seguir um deles.

O que me chamou a atenção foi o fato de existir um atrelamento do lado humano a lógica de mercado; isto me encheu de esperanças! A cada recomeço me sentia oprimida com este ambiente competitivo, que parece te resumir a nada, quando você sabe de todo o seu esforço para chegar até ali. Uma mistura de revolta com tristeza pairava em mim quando me deparava com pessoas que estariam no mercado de trabalho por motivos duvidosos.

Contudo, este artigo me renovou. Espero que o olhar do mercado tenha, de fato, se direcionado para um viés mais humano, onde as relações possam ter uma importância equiparada à capacitação profissional do indivíduo. São tantos anos de estudo, de trabalho, horas sem dormir, cursos - a bagagem que capacita o profissional, sem dúvida. Mas, muitas vezes são outros os valores que são levados em conta e, principalmente, o fator humano é colocado em segundo plano.

Estou feliz com este novo rumo do mercado e, assim, acredito que em breve conseguirei o que almejo.
Michele Rangel

Segue o texto:



Relação humana é a raiz do sucesso profissional

Estudos científicos atribuem à habilidade de se relacionar com os outros – de 85% a 99% – a causa de êxito na profissão, nos negócios e na felicidade pessoal. Importante e realista indicação para se experimentar sucesso ensina que devemos aprender o máximo sobre a natureza humana como ela, é e não como gostaríamos que fosse. O setor de orientação vocacional da Universidade de Harvard, em estudo de milhares de casos visando a descobrir os motivos de demissões, fez comprovação eloqüente: duas a cada três pessoas haviam sido dispensadas por dificuldades em relacionamentos com outras pessoas.

Para quem sempre acreditou no domínio técnico, na inteligência racional e na aptidão de trabalho como motivos determinantes da carreira profissional bem sucedida, o levantamento feito pelo Carneggie Institute of Technology, em 10.000 casos, provoca surpresa. A influência destes fatores ficou restrita aos 15%. As principais causas (85%) se devem a fatores comportamentais, explícitos ou velados no âmbito das relações humanas.

Para saber se havia um denominador comum nos homens e mulheres que alcançaram o sucesso, a revista Your Life ouviu milhares de pessoas. A descoberta apontou a expressividade, ou habilidade de usar as palavras, no contexto "fala-escrita-gesto" – a mais importante forma de comunicação humana – como característica comum entre eles.

LEIS IMPLÍCITAS

Ao tentar compreender esse fenômeno, percebi a existência de leis implícitas que regem as relações humanas, assim como as que governam a Cosmologia. São tão simples e óbvias e por isso pouco percebidas habitualmente, como o oxigênio que respiramos. Vejamos, de modo sucinto, alguns exemplos de três leis implícitas:

Ouvir é mais importante do que falar
Quem ouve com atenção compreende o que está sendo dito e pode responder com propriedade, elegância e segurança. Ganha pontos positivos.

O processo do diálogo é mais importante que seu resultado
O objetivo de uma conversa será alcançado se a sua própria fluência abrir o caminho em sua direção. Tentar inverter esta ordem impõe riscos desnecessários.

Um contato existe quando se estabelece o nós
A relação humana bem sucedida requer que o "eu" e o "tu" sejam transcendidos para formar nós. Somente a partir deste terceiro comum é que a verdadeira relação se estabelece. É nesse ponto que se fecham bons negócios, se consegue emprego almejado e o "sim" da namorada para o casamento.

Um amigo me advertira que quando uma pessoa viaja para a Europa pode ter duas impressões visuais da arquitetura local: achar que as cidades são velhas ou antigas. A diferença entre um olhar e outro define a qualidade da observação. Conhecer as leis implícitas na arte das relações humanas faz a diferença ante a possibilidade de sucesso no mundo profissional, na realização de negócios, na vida pessoal. Elas podem inspirar o bom humor, assim como despertar para a interessante aventura de compreendê-las e aplicá-las com talento inovador no dia-a-dia.

* Carlos Rossini é jornalista, sociólogo e consultor de inovação em relações humanas.

Michele Rangel

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domingo, 29 de março de 2009

Um tema interessante, Diáspora Africana




Abaixo um trecho retirado do site Brasil de Fato, sobre a diáspora africana, uma tema bastante interessante para que como nós adora cultura. Falar da influência dos africanos na cultura brasileira, é como falar do próprio Brasil, com sua diversidade, suamiscigenação, suas comidas, seus ritmos. Estou fazendo uma pesquisa sobre o tema e vou tentar colocar por aqui as minhas observações.


"Os netos dos africanos escravizados que para cá foram trazidos nos navios negreiros, ou tumbeiros,compõem hoje uma parcela considerável dos povos americanos. Em alguns países, como o Haiti e a Jamaica, são a esmagadora maioria da população. Em outros formam uma expressiva minoria, como os EUA, onde são perto de 40 milhões. No Brasil, predominantemente mestiço - de uma mestiçagem talvez sem paralelo -, é provável que sejam maioria. Como o são certamente em Salvador, a maior cidade negra fora da África. Em um leitura mais ampla, é possível dizer que toda a espécie humana compõe uma grande diáspora africana. As últimas descobertas da ciência atestam que o homo sapiens nasceu de um tronco único, no Continente Negro, provavelmente no vale do Rift, no Quênia atual. A diáspora que ocupa a Conferência de Salvador, porém, tem um sentido mais preciso: é aquela provocada pelo tráfego negreiro, nos três séculos e meio desde 1502, quando os primeiros africanos escravizados chegaram na Ilha de São Domingos (Antilhas), até outubro de 1855, data do último desembarque conhecido de um tumbeiro, em Serinhaém, Pernambuco. ARQUIPÉLAGO CULTURALNesse período, calcula-se que 12 milhões de africanos escravizados aportaram no Novo Mundo. E a população da África permaneceu estagnada, em cerca de 100 milhões de habitantes, pois, para cada pessoa aqui chegada como cativo, várias morriam no transporte, ou principalmente nas guerras fomentadas pelos tumbeiros. A diáspora teve portanto uma enorme importância para a África, assim como para as três Américas. E a ela se somaram, a partir da segunda metade do século passado, os seus ramos mais novos na Europa Ocidental (França, Reino Unido, Portugal). A despeito dos horrores que o marcaram, esse processo criou também um arquipélago cultural africano de notável vigor. Os que se interessam por estatísticas lembrarão que a África é o mais pobre dos continentes, e o que menos se desenvolve, castigado por guerras e pela pandemia da AIDs. E que em todos os países das Américas os negros e mestiços têm menor renda, maior taxa de desemprego, menos acesso à saúde e educação. Esses fatos reais convivem, porém, com outros que igualmente merecem atenção. Por exemplo: pouco depois que se criou a indústria de massa da música (com o fonógrafo, o disco e o CD, o cinema falado, a TV e a internet), e esta globalizou-se, a diáspora africana a hegemonizou. O jazz e seu primo mais jovem, o rock, o samba, o frevo, o axé, o reggae, o mambo, a salsa, o merengue, a cúmbia, e até a recentemente descoberta música de Cabo Verde de Cesária Évora constituem uma superpotência musical. Que outra matriz cultural detém tantos discos de ouro e platina no planeta? E quem negará o seu parentesco, que tem tudo a ver com a diáspora negra? Tudo isso acontece e prospera sem que se reflita muito a respeito. A Ciad não é portanto uma dessas siglas engenhosas que a diplomacia cria às vezes, mas uma necessidade palpável, a reclamar atenção, debate, consideração. Já era hora do mundo da intelectualidade e das instituições oficiais se debruçar um pouco mais sobre uma realidade tão rica e palpitante. A julgar pela lista de participantes, há uma percepção diferenciada dessa necessidade. O presidente Lula, como anfitrião, marcou presença, assim como vários chefes de Estado e de governo, e ministros, principalmente da Cultura, como o brasileiro Gilberto Gil e o cubano Abel Prieto. Já o governo dos EUA não se fez representar. A segunda maior diáspora negra das Américas esteve presente na Conferência mas por meio de expoentes da sociedade civil, como o cantor e ativista do movimento negro Steve Wonder. Bernardo Joffily é jornalista, autor do Atlas Histórico Isto É Brasil 500 anos e editor do portal Vermelho (www.vermelho.org.br) Os netos dos africanos escravizados que para cá foram trazidos nos navios negreiros, ou tumbeiros,compõem hoje uma parcela considerável dos povos americanos. Em alguns países, como o Haiti e a Jamaica, são a esmagadora maioria da população. Em outros formam uma expressiva minoria, como os EUA, onde são perto de 40 milhões. No Brasil, predominantemente mestiço - de uma mestiçagem talvez sem paralelo -, é provável que sejam maioria. Como o são certamente em Salvador, a maior cidade negra fora da África. Em um leitura mais ampla, é possível dizer que toda a espécie humana compõe uma grande diáspora africana. As últimas descobertas da ciência atestam que o homo sapiens nasceu de um tronco único, no Continente Negro, provavelmente no vale do Rift, no Quênia atual. A diáspora que ocupa a Conferência de Salvador, porém, tem um sentido mais preciso: é aquela provocada pelo tráfego negreiro, nos três séculos e meio desde 1502, quando os primeiros africanos escravizados chegaram na Ilha de São Domingos (Antilhas), até outubro de 1855, data do último desembarque conhecido de um tumbeiro, em Serinhaém, Pernambuco. ARQUIPÉLAGO CULTURALNesse período, calcula-se que 12 milhões de africanos escravizados aportaram no Novo Mundo. E a população da África permaneceu estagnada, em cerca de 100 milhões de habitantes, pois, para cada pessoa aqui chegada como cativo, várias morriam no transporte, ou principalmente nas guerras fomentadas pelos tumbeiros. A diáspora teve portanto uma enorme importância para a África, assim como para as três Américas. E a ela se somaram, a partir da segunda metade do século passado, os seus ramos mais novos na Europa Ocidental (França, Reino Unido, Portugal). A despeito dos horrores que o marcaram, esse processo criou também um arquipélago cultural africano de notável vigor. Os que se interessam por estatísticas lembrarão que a África é o mais pobre dos continentes, e o que menos se desenvolve, castigado por guerras e pela pandemia da AIDs. E que em todos os países das Américas os negros e mestiços têm menor renda, maior taxa de desemprego, menos acesso à saúde e educação. Esses fatos reais convivem, porém, com outros que igualmente merecem atenção. Por exemplo: pouco depois que se criou a indústria de massa da música (com o fonógrafo, o disco e o CD, o cinema falado, a TV e a internet), e esta globalizou-se, a diáspora africana a hegemonizou. O jazz e seu primo mais jovem, o rock, o samba, o frevo, o axé, o reggae, o mambo, a salsa, o merengue, a cúmbia, e até a recentemente descoberta música de Cabo Verde de Cesária Évora constituem uma superpotência musical. Que outra matriz cultural detém tantos discos de ouro e platina no planeta? E quem negará o seu parentesco, que tem tudo a ver com a diáspora negra? Tudo isso acontece e prospera sem que se reflita muito a respeito. A Ciad não é portanto uma dessas siglas engenhosas que a diplomacia cria às vezes, mas uma necessidade palpável, a reclamar atenção, debate, consideração. Já era hora do mundo da intelectualidade e das instituições oficiais se debruçar um pouco mais sobre uma realidade tão rica e palpitante. A julgar pela lista de participantes, há uma percepção diferenciada dessa necessidade. O presidente Lula, como anfitrião, marcou presença, assim como vários chefes de Estado e de governo, e ministros, principalmente da Cultura, como o brasileiro Gilberto Gil e o cubano Abel Prieto. Já o governo dos EUA não se fez representar. A segunda maior diáspora negra das Américas esteve presente na Conferência mas por meio de expoentes da sociedade civil, como o cantor e ativista do movimento negro Steve Wonder.
Bernardo Joffily é jornalista, autor do Atlas Histórico Isto É Brasil 500 anos e editor do portal Vermelho (www.vermelho.org.br)"

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


A FEIRA HIPPIE DA SAENS PEÑA
Tradição e cultura que valorizam o bairro




A Feirarte III, a tradicional feirinha da Praça Saens Peña, encanta o bairro da Tijuca há mais de trinta anos. Administrada pela Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio da Secretaria Municipal de Governo e regidas pela Lei 1.533/90; a feira funciona sextas e sábados de 08h às 18h e já faz parte do comércio da Praça, que nestes dias ganha um colorido todo especial.

Em Ipanema, na Praça General Osório, teve início a primeira Feirarte; quando artistas e artesãos sentiram a necessidade de terem um espaço para que pudessem expressar a sua arte livremente. Alavancada pelo movimento hippie - que teve seu auge nos anos 60 e 70 -, época em que cidade fervilhava com inúmeras manifestações culturais; a famosa Feira Hippie de Ipanema abriu as portas para que outras feirinhas fossem se espalhando pela cidade. Depois de Ipanema, surgiram a Feira Colonial da Praça XV, a da Praça do Lido, do Calçadão de Copacabana e a da Praça Saens Peña - que divulgam a cultura popular dos bairros que se encontram.

As feiras livres do Rio de Janeiro são tão antigas e se confundem com a história da própria cidade. Ainda na época colonial eram comuns comércios de pescado e outros gêneros nas ruas cariocas. A Região do Porto – hoje a Praça XV -, era colorida por diversas barracas abastecidas pelos barcos que chegavam a cidade. Contudo, o comércio que se fazia ali era informal até o ano de 1971, quando o Marquês do Lavradio autorizou o comércio; ganhando as características das feiras atuais.

Quem mora no bairro da Tijuca sabe que ali se encontram diversos produtos artesanais com qualidade e bom preço. Apesar do bairro ser conhecido pelo forte comércio e a presença marcante de grandes shoppings centers, a feira continua com muita oferta e bastante procura! É o que nos diz umas das mais antigas artesãs da feira. D. Wilma vende chinelos e pijamas na feirinha há mais de trinta anos, segundo ela, o carinho do povo tijucano é o que move este comércio.
- Houve uma época em que quiseram acabar com a nossa feirinha e os próprios moradores do bairro não permitiram que isto acontecesse. Aqui nosso público é fiel, tenho fregueses antigos que já levaram meus chinelos até mesmo para fora do Brasil. – declara.

Tradição, cultura e originalidade tornam a feirinha um mercado diferenciado. D. Sônia também, bem antiga na feira, trabalha bem esta questão do diferente. Ela borda bolsas e cada uma fica com um estilo diferente. Além disso, ela realiza aplicações de flores e retalhos podendo usar cerca de 70 pedacinhos de tecido, conferindo um mosaico colorido e original.
- Resolvi fazer algo ainda mais diferenciado e há cerca de um ano tenho quatro senhoras que bordam comigo as bolsas, deixando uma diferente da outra. Aqui nada fica igual! - revela

Esse é o intuito da feirinha; cada artesão desenvolve seu trabalho, têm seu espaço, convive em harmonia, atendendo a todos os gostos. Uma única volta na Praça pode significar presentes comprados para toda família neste Natal. Aproveitando as festas a feirinha terá o seu horário ampliado; funcionando também às quintas-feiras do mês de dezembro.

E agora, a feirinha conta com mais uma novidade; um site que mostra os acessos, mapas, os artesãos com seus produtos em diversas fotos, além de mostrar os personagens que contam esta história escrita pelo povo e para o povo. Cultura e arte que atravessam anos no bairro mostrando a força da cultura popular, dando um charme diferenciado às ruas do bairro da Tijuca.
Veja mais no novo site da feirinha: http://www.feirartedasaenspena.com/

Michele Rangel